quarta-feira, 21 de abril de 2010
Novo e antigo blog
Por Ewerton Martins às 02:52 4 comentário(s)
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Epílogo
Não há mais leitores,
não há mais mensagem,
não há mais eu-lírico,
não há mais poesia.
Só há ausência.
Só a ausência.
Por Ewerton Martins às 13:06 4 comentário(s)
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
No fim, restou o verbo
Ela foi – mas não é mais.
Ela foi. Ela se foi.
Polissemia verbal para explicar o abandono.Mas é feliz aquele que traduz em poesia sua dor.
Acrobacia literária pra retratar a solidão.
Em certas noites, até consegue sucumbir ao sono.
Em algumas, consegue até subjugar o amor.
Chega mesmo a crer que sua vida não se resume em “paixão”.
É feliz, ao menos no instante em que expurga sua dor.
Mas neste instante, não.
Ela se foi. E não volta mais.
Mas neste instante, não.
Ela se foi. Ela se foi.
Por Ewerton Martins às 13:55 0 comentário(s)
Marcadores [tags]: Poesias
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Os dois: ela, uma lindeza de Geração Y; ele, um New Wave temporão
Disse ela: ah, tá; então você acredita que vai conseguir me conquistar recitando Léo Jaime no Twitter?
Disse ele: (...)
Disse ela: (...)?
Disse ele: Então... mas quando eu vejo um broto e digo agora é pra valer eu sinto meus dentes batendo e meus joelhos a tremer...
Disse ela: Você prestou alguma atenção no que eu disse na Direct Message?
Disse ele: Xi, já vi que queimei meu filme, né? Eu sempre enfio o pé na lama...
Por Ewerton Martins às 10:00 1 comentário(s)
Marcadores [tags]: Micronarrativas, Os dois
sábado, 19 de setembro de 2009
Com “O pai dos burros” à mão, dei uma de inteligente, veja só...
“Para mim, este seu livro é a exata inspiração de como não devo escrever”. Num olhar inicial, a frase parece ser a pior para um pretenso escritor iniciar um papo com um autor consagrado no lançamento de mais um livro. Felizmente, a manhã de autógrafos de O pai dos burros – dicionário de lugares-comuns e frases feitas – (Humberto Werneck. Porto Alegre: Arquipélago Editorial, 2009, 208 páginas) que acaba de acontecer na Livraria Scriptum, em Belo Horizonte, foi a exceção. Werneck confeccionou um dicionário com tudo aquilo que não se deve escrever, seja no exercício de profissões como jornalismo e literatura, seja no dia a dia de qualquer pessoa que deseja comunicar algo de forma efetiva, sem perder parte da significação própria de sua fala para um imaginário previamente constituído. “Não se trata de cavalgar O pai dos burros e partir em uma cruzada contra os inimigos de alguma Ortodoxia Estilística. O que se quer com este livro é apenas recomendar desconfiança diante de tudo aquilo que, no ato de escrever, saia pelos dedos com demasiada facilidade”, pondera o autor na contracapa. “Porque nada de verdadeiramente bom costuma vir nesse automatismo”, alfineta.Quem me conhece, sabe que manhãs, tardes ou noites de autógrafo não são meu forte — costumo não só retomar, mas estrear gafes inimagináveis, coisa surpreendente até mesmo para um cara tão experto em mancadas como eu. Pois, disposto a comprar o livro –meu real objetivo ali, apesar da cara boa dos quitutes – e sair ileso de vergonhas, planejei
Mas não adiantou. Werneck perguntou o que eu fazia e, ao ouvir a palavra jornalista, iniciou um papinho básico. No entanto, para minha surpresa, saí-me bem. Em seguida ao “sou jornalista”, também respondi “Link Comunicação” e completei, eu mesmo assustado com o fato de sujeito e predicado ocuparem os seus devidos lugares em minhas frases: “não atuo em nenhum veículo. Trabalho mesmo é com comunicação corporativa, assessoria de imprensa, essas coisas...”. Surpreendido com minha eloqüência, ainda me permiti uma pilhéria: “mas não é por isso que não preciso estar atento aos clichês, né mesmo?”.
No momento seguinte, ao pegar meu livrete assinado e perceber que real e inexplicavelmente tinha escapado do imbróglio, não
Por Ewerton Martins às 15:59 0 comentário(s)
Marcadores [tags]: Autores
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
No e-mail. João até tenta. Mas o Zé, coitado... Você sabe, né? O Zé é o Zé...
Ao ler tal frase, João só teve um pensamento.
“Desta vez, nem que me torturem eu conto pro Zé que ele tomou mais um fora. Prefiro o Trabalho de Sísifo de ter que arranjar outra garota para ele, a toque de caixa, do que ver aquela cara aguada de novo”.
E foi o que João fez. Chegou calado, amigamente dissimulado e, desentendido que só, desconversou do e-mail, já imaginando como faria para arranjar mais uma pretendida para o inarranjável Zé.
Mas o Zé, coitado, vendo a dificuldade do amigo em tentar preservá-lo da dor, pulou etapas e prostrou-se direto ao ponto.
“Precisa se preocupar não, João. Está tudo bem. Eu já sei que rodei de novo”.
“Como assim, Zé? Quem te falou isso, meu amigo? Não é assim não...”.
“Preocupa não, moço. É a menina, que muito preocupada com você não me falar ipsis litteris a dispensa, ligou aqui. Bacana da parte dela se dar ao trabalho. Achei é que não precisava do tal de 'no máximo', né, João?”.
Pobre Zé. Minutos atrás, atendeu a ligação achando que fosse o João com boas novas.
Por Ewerton Martins às 01:39 0 comentário(s)
Marcadores [tags]: Micronarrativas, Zé e João
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Joguei tudo na lata e bebi, bebi, bebi...

Quando falo em Tom Cruise — explico — estou me lembrando de um enlatado clássico e breguinha que marcou as tardes das infâncias de muitos de nós: Cocktail. No filme, Cruise é um badalado preparador de drinques — badalação que, a bem da verdade, ele só reverte em pegação desenfreada. Pois eu vivi meu momento Tom Cruise nessa curta viagem (sem a parte “desenfreada”, é bom que se diga, já que, além do que sugiro no primeiro parágrafo deste texto, ainda estava na companhia de apenas quatro cuecas na ocasião), e confesso, sem falsa modéstia: os aprendizados de meu tempo de menor aprendiz, quando fiz, adolescente, cursos de garçom e barman, enfim valeram de alguma coisa. Se nunca trabalhei em tais profissões, ao menos tive o embasamento para criar, no auge de meus 27 anos, não um drinque, mas sim “o” drinque. Aquele que colocaria qualquer Cosmopolitan, Daiquiri, Manhattan ou até mesmo a minha amada Caipirinha no chinelo, de forma a fazer qualquer Ivo Faria, Claude Troisgros ou Rodrigo Fonseca exclamar: “é esse o drinque que quero servir como aperitivo de meus pratos!”.
Aí é que está. Como as coisas quase nunca são simples, você deve ter percebido que eu opto pelo futuro do pretérito, e não pelo do presente, no trecho acima. Isso porque — frustração — temo que nunca mais venha a conseguir repetir a receita. Dela conheço plenamente os ingredientes, mas me falta um detalhe para preparar novamente a bebida: a inspiração para compor tal mistura, algo que só consegui alcançar devido ao nível alcoólico absurdo a que cheguei em Montes Claros — nível ao qual, pelo bem de minha saúde, não pretendo voltar tão cedo. Trocando em miúdos: não tenho nem ideia do quanto do que o drinque leva. Só sei o que leva: vodka preta (verde, na verdade — você também fica meio daltônico quando bebe?), vodka branca, run Montilla, Schweppes Citrus, refrigerante H2O sabor limão, energético e gelo. Tudo jogado — nem batido nem mexido — e preparado em uma lata de Skol 473 ml aberta com uma faca (isso é dispensável, claro).
Sei, apenas, que é menos vodka preta do que vodka branca, pois como a preta era muito cara, eu fiquei com mixaria. Lembro também que tinha muito energético e pouco Citrus (contenção necessária: havia uma lata de 473 mililitros de energético e apenas um restinho de Schweppes velho na geladeira). H2O, Montilla e Orloff, havia bastante... gelo era pouco, mas roubei algumas pedras dos copos de Cuba da galera (tem coisa mais chinfrim que Cuba Libre? A mi no me gusta, y a ti tampoco, creo...), então não sei direito. Acho que, para repetir a façanha, só mesmo seguindo na base da tentativa-e-erro. Alguém aí anima de ser minha cobaia? Penso que, se por um lado o voluntário pode sofrer ao ter que experimentar misturas não tão bem balanceadas, por outro lado ele será o primeiro a provar, junto a mim, o néctar original quando eu finalmente recuperar minha criação...
Bem, o convite está feito. Os Engov de antes eu garanto. O voluntário se arranja com os de depois.
Por Ewerton Martins às 22:17 0 comentário(s)




